Wellington Dias destaca avanços no combate à fome no Brasil durante Conferência Regional da FAO

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O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, destacou a saída do Brasil do Mapa da Fome e apresentou os avanços alcançados pelo país no âmbito da segurança alimentar. O discurso ocorreu durante painel da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a  Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC 39), realizada em Brasília.

Durante a fala, o ministro afirmou que o Brasil conseguiu reverter o cenário de fome e pobreza encontrado no início do atual governo. De acordo com o ministro, a saída do Brasil do Mapa da Fome, anunciada em julho do ano passado pela FAO, foi possível devido à prioridade que o governo deu ao tema. “Fome não se combate apenas com técnica, mas com decisão política. E essa foi a primeira decisão do presidente Lula. A ordem dada a mim e a toda a equipe é ninguém passar fome em nosso país”, reforçou Dias.

Ele ressaltou que os resultados são fruto de políticas públicas estruturadas e baseadas em evidências científicas, e reforçou que combater a invisibilidade da fome é parte da solução “Retomamos a produção de dados e fortalecemos o monitoramento, superando a lacuna

informacional. Sem diagnóstico e evidência, não há política pública eficaz”, apontou o ministro.

Representantes do Chile, Uruguai, Caribe, México, Guiana, Cuba, República Dominicana e Costa Rica também participaram do debate, realizado na tarde desta quarta-feira (4.03). Cada país apresentou as ações e programas já realizados que foram eficazes para os avanços na segurança alimentar e na erradicação da fome e da pobreza, com resultados baseados em dados concretos e de acordo com a realidade de cada nação.

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Cooperação internacional

(Foto: Roberta Aline / MDS))
(Foto: Roberta Aline / MDS))

Ainda na agenda da tarde, o ministro se reuniu com o Diretor-geral da FAO, Sr.Qu Dongyu, para tratar sobre a integração dos trabalhos coordenados pela Organização das Nações Unidas (ONU) no combate à fome, destacando o papel da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza no cenário internacional marcado por conflitos.

“A Aliança é um caminho, claro, em que se trabalha com todos os países, todas as regiões, onde países já desenvolvidos ajudam com conhecimento, ajudam financeiramente, ajudam com créditos e também respeitando a soberania de cada país”, reforçou Dias, que também é copresidente da Aliança Global.

Durante a conferência, o Brasil apresentou sugestões ao documento final do encontro, com foco na ampliação da resiliência de grupos vulneráveis, no acesso à ciência, tecnologia e inovação para adaptação climática e na promoção de governança participativa, assegurando que a sociedade tenha voz na construção das políticas alimentares da região. 

Avanços e desafios

A América Latina e o Caribe registraram avanços importantes nos últimos quatro anos, com queda consecutiva da fome e da insegurança alimentar. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) também apontam redução da pobreza, da pobreza extrema e da desigualdade, além de aumento do emprego e reajustes do salário mínimo. Os resultados foram alcançados pela melhora nas condições do mercado de trabalho, pela manutenção dos fluxos de comércio de alimentos e pelo fortalecimento dos sistemas de proteção social, incluindo os programas de alimentação escolar.

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Apesar do cenário positivo, os desafios ainda são expressivos. Cerca de 33,6 milhões de pessoas passam fome na região, 167,2 milhões enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave e 181,9 milhões não conseguem pagar por uma alimentação saudável. As desigualdades persistem e afetam principalmente mulheres e moradores das áreas rurais.

Para Qu Dongyu, as ações de cada país devem ser inclusivas e centradas nas pessoas. Além disso, precisam alcançar os mais pobres, os pequenos produtores rurais, os povos indígenas, as mulheres e todos aqueles que estão em situação de vulnerabilidade.

“Diante de todos esses desafios, devemos lembrar de um princípio simples: podemos fazer mais e (trabalhar) melhor juntos. Podemos transformar esses desafios em oportunidades, em benefício para todos”, afirmou o representante da FAO.

Larc 39

A Larc 39 é o principal fórum regional da FAO para definição de prioridades e alinhamento estratégico das ações da organização no biênio 2026-2027 no combate à fome e à má nutrição. O evento reúne ministros, autoridades e representantes dos países da região. A programação inclui debates sobre segurança alimentar e nutricional, agricultura sustentável e cooperação regional.

Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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