Restauração de áreas degradadas é estratégica para garantir rotas de espécies migratórias no Brasil

Diretor de Florestas do MMA, Thiago Belote Silva, em painel no Espaço Brasil. - Foto: Fabio Freitas/MMA

publicidade

A restauração da vegetação nativa no Brasil é peça-chave para garantir que espécies migratórias consigam atravessar o continente com segurança. Durante o painel “Conectividade em ação: da integração de políticas à implementação territorial para espécies migratórias”, que encerrou as atividades do Espaço Brasil na sexta-feira (27/3), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) reforçou que a implementação da meta nacional de restaurar 12 milhões de hectares é fundamental para conectar fragmentos de biomas hoje isolados.

A meta, estabelecida pelo Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), ganha contornos de urgência na 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês). O desafio discutido pelos especialistas foi como traduzir esse passivo de áreas degradadas em vias seguras para o trânsito da fauna e a integração às políticas de recuperação com a proteção de rotas migratórias sazonais.

“Quando olhamos para a restauração, impactamos não apenas a biodiversidade, mas o desenvolvimento socioeconômico dos territórios. A restauração é um ativo fundamental para conectar áreas vitais e garantir a sobrevivência de espécies que dependem desses corredores para migrar”, afirmou Belote.

Leia Também:  Cadastro Único responde por 80% dos empregos gerados no Caged no primeiro semestre de 2025

Belote defendeu que a agenda de restauração, além de cumprir compromissos internacionais, é um motor de desenvolvimento regional, gerando emprego e renda ao transformar áreas exauridas em ecossistemas produtivos e resilientes. Atualmente, o Brasil registra cerca de 3,4 milhões de hectares recuperados, avançando na execução territorial da meta de 12 milhões de hectares.

Paisagens sinérgicas

A estratégia brasileira apresentada na COP15 foca no desenvolvimento de “paisagens sinérgicas”. Nessas áreas, a implementação de processos de restauração contribui simultaneamente para diferentes convenções internacionais e une clima, biodiversidade e a salvaguarda das espécies migratórias em uma única frente de execução territorial. Esse modelo de execução integrada permite que o país maximize os resultados de cada hectare recuperado.

O debate no Espaço Brasil reforçou que a conectividade para espécies migratórias impõe um desafio transfronteiriço: a recuperação de hectares no país deve estar articulada com esforços internacionais para garantir que os corredores ecológicos não sejam interrompidos nas divisas territoriais.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Leia Também:  Desenvolvimento turístico marca novo recorde com número de passageiros que desembarcaram na região Norte do Brasil

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide