Obras do Minha Casa, Minha Vida retomadas pelo Ministério das Cidades já beneficiam milhares de famílias em todo o país

Foto: Zack Stencil/ MCID.

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São milhares de famílias beneficiadas em todo o país com a retomada e entrega de empreendimentos, como o residencial Moaçara I e II, em Santarém (PA), com 1.408 unidades habitacionais e o residencial Senador Benedito de Lira, em Rio Largo (AL), com 609 moradias que ficaram paralisados até   serem entregues  neste governo.  Nesta terça-feira (12), foi a vez do empreendimento Condomínio Getúlio Alves Barbosa, em Aracaju (SE), vinculado à modalidade Minha Casa, Minha Vida Entidades, receber as vistorias finais para a entrega. O projeto conta com 280 unidades habitacionais com elevadores, varanda e área de lazer.

“Isso aqui faz parte de um conjunto maior de obras paralisadas”, observou o ministro das Cidades, Vladimir Lima. “Quando o governo do presidente Lula retoma, em 2023, mais de 80 mil unidades habitacionais estavam com obras paralisadas, retomamos essas obras para levar dignidade e qualidade de vida para essas famílias”, afirmou.

A obra, conduzida em regime de autogestão, é conduzida pela União Nacional da Moradia Popular e tem forte participação das famílias beneficiárias. Após 15 anos desde o início da mobilização popular, e 8 anos de paralisação total, o empreendimento deve começar a ser entregue às famílias selecionadas ainda em maio.

O ministro também ressaltou a importância simbólica de ver o empreendimento perto da entrega. “Ver isso aqui agora, visitar esse empreendimento, entrar nos apartamentos, verificar o carinho com que vocês fizeram isso e a possibilidade de entregar em maio… essa é a nossa missão como Ministério das Cidades: levar dignidade, levar qualidade de vida e poder retornar aqui entregando e ver as famílias morando”, completou.

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A secretária nacional de Participação Social, Izadora Brito, lembrou que a retomada de empreendimentos habitacionais envolve histórias de resistência e organização comunitária. “Os empreendimentos de retomada são sempre envolvidos de muita emoção, porque a gente acompanhou muito de perto o que foi segurar isso aqui em anos de absoluto abandono à política de moradia”, disse.

Izadora também destacou o papel das mulheres e das entidades na preservação do empreendimento até a retomada dos investimentos. “Foi uma luta trazer investimento para cá, é uma luta de mulheres, que seguraram isso aqui por muitos anos sem investimento. É muito bom ver o quanto a retomada de obras entrega casas para uma faixa de renda, que é o Faixa 1, que estava sem investimento”, afirmou.

A secretária ressaltou que o empreendimento expressa a força do Minha Casa, Minha Vida Entidades, modalidade em que a organização popular participa diretamente da construção da solução habitacional. “Isso aqui é política pública que muda a vida das pessoas. É o Minha Casa, Minha Vida feito pela mão de quem vai morar. Aqui já tem elevador e varanda quando nem era obrigatório, porque é a entidade, quem está construindo isso aqui, quem levantou isso aqui é quem efetivamente vai morar”, disse.

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A líder comunitária Jussara Barbosa, da União Nacional da Moradia Popular, relatou que o empreendimento começou a ser pensado ainda em 2011e as obras tiveram início em 2015. Segundo ela, entre 2015 e 2016, as torres chegaram a ser erguidas, mas a obra acabou paralisada totalmente em 2018.

Durante o período de paralisação, a comunidade precisou se mobilizar para proteger o empreendimento. Jussara relatou que houve ameaças de invasão, mas as famílias beneficiárias se organizaram para preservar a obra até a retomada. “Nós seguramos esse empreendimento porque entendemos que esse dinheiro é público e que não poderíamos permitir que fosse destruído algo que foi construído. Ele foi iniciado em um projeto autogestionado, e as famílias começaram a trabalhar aqui desde o primeiro dia”, afirmou.

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Fonte: Ministério das Cidades

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