Nota de Pesar – José Israel Vargas

Arquivo Fiemg

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento do professor José Israel Vargas, ex-ministro da pasta, que esteve à frente do ministério entre  1992 e 1999, durante os governos dos presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

Natural de Paracatu (MG), José Israel Vargas foi um destacado químico, acadêmico e gestor público. Além de sua atuação no MCTI, foi ministro de Minas e Energia e secretário de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais.

Durante sua gestão no setor público, liderou importantes iniciativas, como a expansão e consolidação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), e atuou para o aprimoramento da qualidade da produção nacional, fortalecendo o Sistema Nacional de Propriedade Intelectual, a metrologia e a normatização técnica.

Sua trajetória foi marcada pelo firme compromisso com o avanço da ciência, tecnologia e inovação no Brasil e no mundo. Professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde se graduou em Química, também estudou física no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e obteve o doutorado em Ciências Nucleares pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

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José Israel Vargas foi diretor do Instituto de Pesquisas Radioativas, assessor técnico da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. O ex-ministro também teve um relevante papel na formulação da política de energia nuclear brasileira nos anos 1960.

Presidiu a Academia Brasileira de Ciências (ABC) entre 1991 e 1993 e liderou por duas vezes a Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (TWAS), atual Academia Mundial de Ciências. Foi também embaixador do Brasil na Unesco, presidindo seu Conselho Executivo, e integrou a Comissão Assessora para Políticas de Cooperação Intelectual Internacional da organização.

Durante a ditadura militar brasileira de 1964, teve seu laboratório destruído pelo exército. Momento em que foi voluntariamente para França, onde passou sete anos atuando como pesquisador do Centro de Estudos Nucleares do Comissariado de Energia Atômica.   

Destaca-se ainda sua participação no Conselho do Instituto de Estudos Avançados da Universidade das Nações Unidas, onde contribuiu para o desenvolvimento de um projeto de tradução automática entre línguas por meio da comunicação entre computadores.

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Neste momento de dor e saudade, o MCTI se solidariza com os familiares, amigos e com toda a comunidade científica, homenageando o legado de um dos grandes nomes da ciência brasileira.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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